26 de fevereiro de 2011

Ser pai solteiro




Ser pai solteiro tem suas peculiaridades. Sábado de festa só são dois em um mês; nem marque nada com ninguém,  é voltar da aula ou do trabalho e ter uma princesa esperando você pra colocá-la pra dormir, é ter uma irmã um pai e uma mãe corujas que estão sempre ali pra ajudar você quando sua energia já esta acabando e a da Maria Cecilia ainda está alta, é chegar o sábado que ela vai passar com a mãe e a casa ficar num vazio num silencio maior do mundo, é você gostar de uma menina e ter medo de falar que já é pai e ela não querer mais você, é comer peixe que é a comida que ela mais gosta e sempre lembrar dela pedindo “pixinho papai!”, é recolher os brinquedos que estão espelhado no seu quarto e esperar segunda-feira para ela bagunçar tudo de novo...enfim são peculiaridades que me fazem perceber o quanto amo essa menina...e assim vou levando uma vida de pai solteiro.




Ser pai de uma menininha é:


. Saber que Barbie é mais sobrenome de boneca do que nome
. Fazer um curso básico de maquiagem
. Entender que a obsessão feminina por roupas e sapatos é inata.
. Saber os diferentes nomes do rosa
. Entender que as mulheres simplesmente não conseguem não seduzir
. Receber beijos carinhosos e abraços apertados sem nenhum motivo
. Começar a misturar as histórias da Branca de Neve e da Bela Adormecida
. Ser careca e ler tudo sobre cabelos cacheados.
. Encontrar bilhetinhos lindos embaixo do travesseiro e adesivos de coração grudados na TV.

Ser menina criada (também) pelo pai é:


. Amar seu time e saber de cor o hino
. Saber usar o computador e o celular desde bem cedo
. Levar revistas em quadrinhos pro banheiro e ficar lá quase meia hora
. Saber se divertir sozinha
. Saber desde sempre que gritar não é a melhor maneira de se comunicar
. Descobrir bem cedo a diferença entre meninos e meninas
. Entender que cerveja é a batata-frita dos adultos
. Não entender porque o pai, sendo careca, tem na gaveta do criado um gel.
. Saber que, existe sim, hora pra bagunça




Abraços...

16 de fevereiro de 2011

Cão! Cão! Cão!





                                                                                                         por Millôr Fernandes


Abriu a porta e viu o amigo que há tanto não via. Estranhou apenas que ele, amigo, viesse acompanhado de um cão. O cão não muito grande mas bastante forte, de raça indefinida, saltitante e com um ar alegremente agressivo. Abriu a porta e cumprimentou o amigo, com toda efusão. "Quanto tempo!". O cão aproveitou as saudações, se embarafustou casa adentro e logo o barulho na cozinha demonstrava que ele tinha quebrado alguma coisa. O dono da casa encompridou um pouco as orelhas, o amigo visitante fez um ar de que a coisa não era com ele. "Ora, veja você, a última vez que nos vimos foi..." "Não, foi depois, na..." "E você, casou também?" O cão passou pela sala, o tempo passou pela conversa, o cão entrou pelo quarto e novo barulho de coisa quebrada. Houve um sorriso amarelo por parte do dono da casa, mas perfeita indiferença por parte do visitante. "Quem morreu definitivamente foi o tio... você se lembra dele?" "Lembro, ora, era o que mais... não?" O cão saltou sobre um móvel, derrubou o abajur, logo trepou com as patas sujas no sofá (o tempo passando) e deixou lá as marcas digitais de sua animalidade. Os dois amigos, tensos, agora preferiam não tomar conhecimento do dogue. E, por fim, o visitante se foi. Se despediu, efusivo como chegara, e se foi. Se foi. Mas ainda ia indo, quando o dono da casa perguntou: "Não vai levar o seu cão?" "Cão? Cão? Cão? Ah, não! Não é meu, não. Quando eu entrei, ele entrou naturalmente comigo e eu pensei que fosse seu. Não é seu, não?"





Moral: Quando notamos certos defeitos nos amigos, devemos sempre ter uma conversa esclarecedora.


Abraços...

A má educação isola o país

                                                                                                       por Claudio de Mora Castro

A Revolução Russa propôs-se a criar o "paraíso socialista", cujo cardápio foi parido por intelectuais europeus. Na teoria, todos tinham direito a habitação, emprego, comida, escola e ópera. Mas a dieta era parca e o povão queria consumir mais. Daí a necessidade do que Churchill chamou de Cortina de Ferro, para não deixar que os russos bisbilhotassem o que consumia o mundo capitalista decadente. Para os xeretas, punições ferozes. Mas os seus líderes cometeram um erro, criaram também um estupendo sistema educativo para todos. Foi uma besteira, pois não houve maneiras de impedir um povo educado de ver o que acontecia do lado de fora. O resultado foi a estrepitosa queda do Muro de Berlim.

Os governantes brasileiros fizeram muito melhor. Abriram tudo, viaja-se à vontade. Mas não cometeram o erro dos russos. A garantia de isolamento do país está em uma educação de péssima qualidade e a conta-gotas. Assim nasceu uma Cortina de Burrice, muito mais eficaz, pois somos um país isolado do resto do mundo. Os que se aventuram ao exterior vão à Disneylândia, um mero parque de diversões, ou a Miami, uma sucursal do Brasil.

Há pouco, em uma universidade de elite, pedi que levantassem as mãos os que confortavelmente liam inglês. Não vi nem um quinto das mãos do auditório. Eis a Cortina de Burrice em ação! Na Europa, a mesma pergunta levantaria todas as mãos. Os europeus passaram do bilinguismo para o trilinguismo. Na Islândia, são quatro idiomas. E o nosso controlador de voo que não sabia inglês!

Nossas universidades estão fora das listas das melhores, resultado da Cortina de Burrice, pois perdem pontos nos quesitos de internacionalização. Nas europeias, muitos cursos são oferecidos em inglês. Conheci um sueco que fez seu doutorado em Estocolmo, há quatro décadas. Quando entregou o primeiro trabalho, no seu idioma, foi interpelado pelo professor: "O senhor não terá futuro acadêmico, se continuar a escrever nesta língua!". Visitei a fábrica Seiko (japonesa) na China. A língua oficial era o inglês. O mesmo em Toulouse, na fábrica do Airbus.

O resultado do nosso isolamento é uma indústria provinciana que não toma conhecimento dos avanços alhures. Há esforços heroicos, como uma construtora brasileira que comprou uma empresa no Canadá, para mandar estagiar seus engenheiros. Assim veriam como se constrói lá. Mas é a exceção.

Ao lermos as descrições feitas por viajantes estrangeiros que passaram pelo Brasil, constatamos o primitivismo da nossa sociedade. Se a corte permanecia tosca, o interiorzão estava ainda mais distante do progresso social acumulado pela Europa, em 2 000 anos. Progredimos muito desde então. Mas as cicatrizes do atraso estão por todos os lados. Limitemo-nos a olhar os valores que a civilização ocidental amadureceu, em meio a guerras, perseguições e sangue. O que pode aprender um jovem que vai ao Primeiro Mundo, a fim de conviver com o povo, não com o guia nem com o motorista do ônibus do pacote turístico? Vejamos:

• O valor do futuro, de pensar no amanhã, ao invés do hoje (a essência da sustentabilidade do meio ambiente).

• O sentido de economia, de não esbanjar, de não se exibir, à custa do magro orçamento.

• O hábito automático de cumprir o prometido (um amigo tenista, no Rio, não encontrou os parceiros combinados para o dia seguinte. Em Washington, estavam lá para o compromisso combinado três semanas antes).

• Trabalho manual não é humilhante. Usar as mãos educa.

• Cumprir a lei, branda ou dura. Uma vez aprovada, é para valer.

• Respeito pelo próximo, no trânsito, no silêncio e em tudo o mais.

• Segurança pessoal (deixar o carro em um ermo e encontrá-lo ileso, no dia seguinte).

• Quem vigia tudo é a sociedade, mais do que a polícia.

• Profissionalismo. Há uma maneira melhor de fazer as coisas. O profissional a conhece e a aplica.

Desdenhamos tal herança e macaqueamos hábitos cretinos e modas tolas. Agora temos "delivery" de pizza e "sales" com preços imperdíveis. Importamos o crack, as tatuagens, o Big Brother e, de repente, saímos todos com uma garrafa de água mineral na mão, para socorrer uma súbita e fatal crise de sede, no quarteirão seguinte. Pelo menos as senhoras elegantes do Rio já não usam mais casacos de pele nas recepções.


* Claudio de Moura Castro é economista 

15 de fevereiro de 2011

Mubarak cai e o povo vence


Já faz algum tempo que venho defendendo a revolução pro democracia e contra o governo ditatorial de Mubarak no Egito e felizmente a população saiu vitoriosa, ostentando a força de que o povo unido lutando junto tem a força de um tigre que luta por seu alimento.
     
Hoje o Egito está sob o comando de um Conselho das Forças Armadas que deve organizar eleições em setembro, para enfim, o povo votar e escolher um presidente por via democrática.
        
Parabéns povo egípcio por essa vitória.

                             
                               Assistimos a uma revolução sem líderes no Egito                                                          
      
                                                                                                               por Arnaldo Jabor
        O mundo continua celebrar a queda do ditador Hosni Mubarak do Egito. Assistimos uma revolução ao vivo, on-line, onde estavam os comandantes? Não havia Lênnis nem Guevaras assistimos uma revolução sem lideres, o desejo de mudança saiu de dentro dos corpos da alma da população e este é um momento histórico novíssimo, os fatos se aceleram a consciência política viaja na velocidade da luz a informação instantânea global da internet substituiu lideres de massas os povos dominados por ditaduras ou teocracia vêem o invejável progresso cultural do ocidente e querem mudar também.
        
        Agora depois do êxito do encantamento vira a realidade, o que ira fazer o exército egípcio que recebe bilhões de dólares do usa há décadas, criando uma elite militar banhada em ouro? Será que entregaram o poder normalmente a uma união civil vitoriosa? E os revolucionários organizaram os seus desejos em plataformas políticas coerentes democráticas e possíveis?  Fala-se muito no modelo da Turquia para o Egito, mas lá a secularização do país custou vinte anos, estamos no começo, mas já sabemos que é possível sim! Uma população mudar a própria vida contra tiranias.
         
         Cada vez mais diminui o abismo entre estado e sociedade, a democracia é conseqüência da informação e virou hoje em dia quase que uma necessidade de mercado, mas esse espetáculo de beleza vitoriosa será inesquecível e influenciará não só no oriente médio, mas talvez no mundo inteiro.




Abraços...

11 de fevereiro de 2011

É muito paletó


Há alguns meses tinha uma formatura de um amigo para eu ir e cansando daquele velho traje de todos os casamentos e formaturas, resolvi verificar o preço de um terno novo, fui a alguns lugares de pessoas de classe media e o mais caro foi cerca de R$ 300 reais juntando uma gravata e uma camisa nova pra da uma variada saia por R$ 360 reais e fiquei bonitão com o traje, enfim nem comprei.

Mas o que isso importa pra alguém que entra pra ler esse blog... Nada né? Importa sim! Eu fico louco de raiva quando vejo um vereador receber a pequena contribuição mensal de R$ 9 mil reais por mês pra comprar um paletó de R$ 360 reais, já acharia um absurdo tirar essa quantia para seu próprio beneficio imagina R$ 9 mil reais. Tudo bem que tem todo aquele decoro de que o parlamentar tem que está vestido a caráter durante as sessões da camara, mas não é obrigado estar usando Armani, Lacoste, ou seja, lá o que for de mais caro e sim um terno, uma gravata, pode ser um da c&a e isso eu garanto que não custa R$ 9 mil.

Não sou muito bom de contas, mas fiz um levantamento aqui e obtive resultados não satisfatório, R$ 9 mil por mês pra cada um dos 21 vereadores custaria por mês aos cofres da prefeitura R$ 189 mil ao mês; em quatro anos custariam R$ 9072000 milhões, é muito terno em quatro anos, isso me faz ate pensar em largar a ciências sociais e fazer moda, colocarei um ateliê de paletó e to feito na vida.

O que mais me entristece é que muitas escolas da prefeitura é um caos, os postos de saúde da cidade sem médicos, o mercado central da cidade os ratos junto aos vendedores, uma chuva de meia hora inunda a cidade, as principais avenidas da cidade nos horários de pico é um carma, mas é melhor investir R$ 9072000 milhões em paletó do que em alguns destes problemas públicos acima mencionados e os gringos ainda dizem “a Brazil é muita legal!”


Abraços...